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	<title>Kuca Moraes &#187; Resenha</title>
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		<title>A Vida em um Dia</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 14:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kuca Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
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		<description><![CDATA[A Vida em um Dia (2011) é um documentário colaborativo dirigido por Kevin Macdonald (O Último Rei da Escócia) e produzido por Ridley Scott. O primeiro longa compilado através do YouTube. Todos os usuários da maior rede de compartilhamento de vídeos do mundo foram convidados a filmar um trechinho de suas vidas no dia 24 de julho de 2010 para compor o filme. Foram mais de 4.500 horas de material editadas nos 93 minutos do longa que está em cartaz &#8230;<p><a class="readmore_link" href="http://www.kucamoraes.com.br/2011/a-vida-em-um-dia/">2 respostas para <span>"A Vida em um Dia"</span></a></p>
<h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/vida-trifasica/' rel='bookmark' title='Vida Trifásica'>Vida Trifásica</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-outra-coraline/' rel='bookmark' title='A Outra Coraline'>A Outra Coraline</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-voz-em-mim/' rel='bookmark' title='A Voz em Mim'>A Voz em Mim</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Vida em um Dia</strong> (2011) é um documentário colaborativo dirigido por Kevin Macdonald (O Último Rei da Escócia) e produzido por Ridley Scott. O primeiro longa compilado através do YouTube. Todos os usuários da maior rede de compartilhamento de vídeos do mundo foram convidados a filmar um trechinho de suas vidas no dia 24 de julho de 2010 para compor o filme.</p>
<p><span style="text-align: center;"><object width="500" height="311"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KN3kduHuioU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;hd=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="311" src="http://www.youtube.com/v/KN3kduHuioU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p>Foram mais de 4.500 horas de material editadas nos 93 minutos do longa que está em cartaz no 16º Festival Internacional de Documentários, com <a title="É tudo verdade! programação" href="http://migre.me/49ztd">programação</a> em salas de São Paulo e do Rio de Janeiro. A montagem é impecável. O resultado é  um filme tocante, em que identificamos um pouco de nossas próprias vidas em cada história retratada.</p>
<p>Um rapaz que faz a barba pela primeira vez, outro que leva o fora da garota por quem estava apaixonado, um terceiro admira secretamente a desconhecida que viaja no vagão ao lado e a garota que se arruma para conversar com o namorado pela webcam. Um marido que se considera destemido após testemunhar sua esposa superar o câncer, duas vezes. <strong>A Vida em um Dia</strong> é exatamente o que ele se propõe, um espelho da humanidade condensado em 24 horas.</p>
<p>A mixagem de som também é bastante envolvente. A canção entoada pelas trabalhadoras africanas socando farinha durante o bloco sobre alimentação é linda. Vemos nesta sequência o plantio de arroz, o ordenhar de cabras e a fabricação de queijo. Testemunhamos a naturalidade com que se abate um novilho com dois disparos de pistola pneumática: aquele animal amarrado, assustado e se debatendo é o que vai pras nossas churrasqueiras todo domingo.</p>
<p>O filme te leva em diversos momentos a sorrir de orelha a orelha, desperta uma vontade incontrolável de bater palmas e noutros abre caminho para as lágrimas. Mas o depoimento mais emocionante é o de uma garota que gravou seu vídeo minutos antes do dia 24 de julho terminar. Ela conta que esperou o dia todo que algo especial acontecesse, algo que fosse digno de ser compartilhado com o mundo, e nada aconteceu. É apenas uma garota normal, com uma vida normal e que teve um dia comum.</p>
<p>É tão intenso porque nos colocamos nesta posição com frequência, esperando que o extraordinário aconteça. O que nos impede de enxergar que, em nossas vidas, mesmo <strong>a normalidade é extraordinária</strong>.</p>
<p>Por fim, quando os créditos sobem, a última cena que se vê um caracol escalando um ovo. Depois de um tempo, surge na superfície do ovo a mensagem <strong>mind your own business</strong>, que convida os espectadores a deixar a sala e cuidar de suas próprias vidas. Afinal, se apenas vivermos a vida alheia, abrimos mão da nossa capacidade de transubstanciar o cotidiano em algo especial.</p>
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          <!-- boo-widget end --><p><h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/vida-trifasica/' rel='bookmark' title='Vida Trifásica'>Vida Trifásica</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-outra-coraline/' rel='bookmark' title='A Outra Coraline'>A Outra Coraline</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-voz-em-mim/' rel='bookmark' title='A Voz em Mim'>A Voz em Mim</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Guerra na Galáxia da Internet</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 20:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kuca Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[ciberguerra]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente estamos testemunhado uma série de acontecimentos no cenário político mundial que tem relação direta com a revolução tecnológica. O caso WikiLeaks e a perseguição a Julian Assange; e as manifestações populares clamando por liberdade que se espalharam por todo o mundo árabe. Ao observar as notícias tem-se a impressão de que a questão da ciberguerra é nova, mas o sociologo catalão Manuel Castells já abordava o assunto em sua obra A Galáxia da Internet de 2001. Apesar de ter sido &#8230;<p><a class="readmore_link" href="http://www.kucamoraes.com.br/2011/guerra-na-galaxia-da-internet/">3 respostas para <span>"Guerra na Galáxia da Internet"</span></a></p>
<h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-revolucao-pirata-contra-a-inquisicao-contemporanea/' rel='bookmark' title='A Revolução Pirata Contra a Inquisição Contemporânea'>A Revolução Pirata Contra a Inquisição Contemporânea</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2010/literatura-em-quadrinhos/' rel='bookmark' title='Literatura em Quadrinhos'>Literatura em Quadrinhos</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/dialogo-contemporaneo/' rel='bookmark' title='Diálogo Contemporâneo'>Diálogo Contemporâneo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente estamos testemunhado uma série de acontecimentos no cenário político mundial que tem relação direta com a revolução tecnológica. O caso WikiLeaks e a perseguição a Julian Assange; e as manifestações populares clamando por liberdade que se espalharam por todo o mundo árabe.</p>
<p>Ao observar as notícias tem-se a impressão de que a questão da ciberguerra é nova, mas o sociologo catalão <strong>Manuel Castells</strong> já abordava o assunto em sua obra <strong><a title="Compre &quot;A Galáxia da Internet&quot; no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/216591?franq=269275">A Galáxia da Internet</a></strong> de 2001. Apesar de ter sido publicado logo após o &#8220;rompimento da bolha&#8221;, a análise do autor sobre o universo da web continua pertinente e explicita a existencia das questões sobre segurança, liberdade, propriedade e privacidade desde a aurora da internet.</p>
<div id="attachment_921" class="wp-caption alignleft" style="width: 170px"><a href="http://www.kucamoraes.com.br/wp-content/uploads/2011/04/castells-galaxia.jpg"><img class="size-full wp-image-921" title="Manual Castells - A galaxia da internet" src="http://www.kucamoraes.com.br/wp-content/uploads/2011/04/castells-galaxia.jpg" alt="Manual Castells - A galaxia da internet" width="160" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Livro do Castells</p></div>
<p>No livro, <strong>Castells</strong> demonstra que a cultura de rede é baseada em quatro elementos: a <em>tecnomeritocracia</em>, sistema de reputação conquistada com relevância (se você acha que isso surgiu com a blogosfera e as mídias sociais, está enganado&#8230; taí desde que a internet existe, <em>buddy</em>); a <em>cultura <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aGFja2VyXyMjX2Jhcl8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfMjQwMw==-56">hacker<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></em>, que traz o legado de liberdade, desenvolvimento e colaboração; o <em><a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yaXNtb18jI19iYXJfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzI0MDM=-68">empreendedorismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></em>, investimento em desenvolvimento tecnológico que transforma ideias em produtos, tornando-os rentáveis; e a <em>cultura de comunidade</em>, autogestora, compartilhando tudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Castells levanta ainda dois pontos onipresentes nas reflexões sobre a rede. A questão da exclusão, hoje atenuada com o potencial crescimento do acesso <em><a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bW9iaWxlXyMjX2Jhcl8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfMjQwMw==-56">mobile<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></em>. E a questão da privacidade, do controle e monitoramento da web por parte de governos e corporações, comentando que ferramentas a sociedade conectada utiliza para lidar com essas práticas.</p>
<p>O sociólogo questiona o incômodo gerado em governos e corporações quando a sociedade civil emprega técnicas de encriptação e monitoramento avançadas, como as usadas no WikiLeaks. Na opinião dele, são os cidadãos que deveriam ter o direito de monitorar seus governos e não o contrario.</p>
<p>Concordo plenamente, e você?</p>
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          <!-- boo-widget end --><p><h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-revolucao-pirata-contra-a-inquisicao-contemporanea/' rel='bookmark' title='A Revolução Pirata Contra a Inquisição Contemporânea'>A Revolução Pirata Contra a Inquisição Contemporânea</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2010/literatura-em-quadrinhos/' rel='bookmark' title='Literatura em Quadrinhos'>Literatura em Quadrinhos</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/dialogo-contemporaneo/' rel='bookmark' title='Diálogo Contemporâneo'>Diálogo Contemporâneo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Erudição para a Massa</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 16:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kuca Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[orquestra]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem fui prestigiar a apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande, a primeira de 2009,  em comemoração ao Dia Nacional da Música Clássica,  prestando homenagem ao nosso Villa-Lobos. A Orquestra existe oficialmente desde 2007, quando se apresentaram pela primeira vez no Teatro Prosa. Mas grande parte dos músicos já participou de projetos semelhantes anteriormente como a Orquestra Clássica de Mato Grosso do Sul &#8211; que atuou por 20 anos &#8211; a Orquestra de Câmara Villa-Lobos e a Orquestra Barroca. A &#8230;<p><a class="readmore_link" href="http://www.kucamoraes.com.br/2009/erudicao-para-a-massa/">2 respostas para <span>"Erudição para a Massa"</span></a></p>
<h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2011/beleza-real/' rel='bookmark' title='Beleza Real'>Beleza Real</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2011/para-entender-as-midias-sociais-sera-lancado-gratuitamente-na-web/' rel='bookmark' title='Para Entender as Mídias Sociais será lançado gratuitamente na web'>Para Entender as Mídias Sociais será lançado gratuitamente na web</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-outra-coraline/' rel='bookmark' title='A Outra Coraline'>A Outra Coraline</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem fui prestigiar a apresentação da <strong>Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande</strong>, a primeira de 2009,  em comemoração ao Dia Nacional da Música Clássica,  prestando homenagem ao nosso <a title="Heitor Villa-Lobos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Villa-Lobos">Villa-Lobos</a>.</p>
<div id="attachment_922" class="wp-caption alignleft" style="width: 170px"><a href="http://www.kucamoraes.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cello.jpg"><img class="size-full wp-image-922" title="Cello" src="http://www.kucamoraes.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cello.jpg" alt="Violoncelo" width="160" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Clettista da Orquestra</p></div>
<p>A Orquestra existe oficialmente desde 2007, quando se apresentaram pela primeira vez no Teatro Prosa. Mas grande parte dos músicos já participou de projetos semelhantes anteriormente como a <strong>Orquestra Clássica de Mato Grosso do Sul</strong> &#8211; que atuou por 20 anos &#8211; a <strong>Orquestra de Câmara Villa-Lobos</strong> e a <strong>Orquestra Barroca</strong>.</p>
<p>A diferença é que estes projetos precedentes eram independentemente formados pelos músicos que se reuniam pela arte, já a <strong>Sinfônica Municipal </strong>tem o apoio da Prefeitura de Campo Grande. A maior parte dos músicos é funcionário concursado do município, os demais são contratados -  o que demonstra a preocupação especial da atual administração da cidade com a cultura. Bravo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/kucamoraes/3332719841/"><img class="aligncenter" title="Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande" src="http://farm4.static.flickr.com/3553/3332719841_42f9a61abc.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>E não é em vão. O salão do Museu das Culturas Dom Bosco esteve abarrotado no concerto de ontem de todo tipo de gente a despeito da temperatura ambiente. Muita gente ainda assistiu pelo lado de fora, através das janelas.</p>
<p>Tocaram peças bastante conhecidas de Vivaldi, Tchaikovsky, Bizet &#8211; aclamada pelo público, previamente alertado pelo <strong>Maestro</strong> <span style="text-decoration: line-through;">Chico Anysio</span> <strong>Eduardo Martinelli</strong> que reconheceriam <em>Toreador</em> dos episódios de Pica-pau &#8211; e obviamente, Heitor Villa-Lobos. Contaram com a participação pianista <strong>Evandro Higa</strong> &#8211; que há muito tempo atrás me regeu no Coral Arte Viva &#8211; e da soprano <strong>Clarice Maciel</strong> em seu vestido de origami, que terminou seu solo em <em>Bachianas nº5</em> com um <a title="Dinâmica Musical" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Din%C3%A2mica_musical">pianissimo</a> para evitar que todos os vidros do Museu trincassem.</p>
<p>Participaram também o <strong>Coral da UFMS</strong>,  <strong>Coral Infanto-juvenil do Projeto Córrego Bandeira</strong> e a <strong>Orquestra Jovem da Fundação Barbosa Rodrigues</strong>, ecoando o legado de educação musical de Villa-Lobos, que foi responsável pela introdução da disciplina <em>Canto Orfeônico</em> nas escolas de todo o país nos anos 1930.</p>
<p>Se vamos continuar vivendo de pão e circo, que ao menos seja um circo de alto nível.</p>
<p><span style="display: block; padding-left: 50px;"><strong>Ps.1: </strong>Caros Salesianos, favor instalar sistema de climatização ou, ao menos, ventilação no salão do Museu das Culturas Dom Bosco. Já foram queimados  filhos-de-Deus suficientes nas fogueiras no passado, não precisamos assar pobres-diabos que tentam apreciar música erudita, certo? É de bom grado também disponibilizar copos descartáveis próximos aos bebedouros. Grato.</span></p>
<p><span style="display: block; padding-left: 50px;"><strong>Ps.2: </strong>O Destino, farrista, puniu-me por não ter ligado de imediato o som do carro a caminho de casa. A primeira <span style="text-decoration: line-through;">música</span> coisa que ouvi, em contraste ao concerto, foi um funk carioca tocado aos berros por um porta-malas (por <em>mala</em> compreenda-se o dono do veículo) aberto na Afonso Pena.<em> Mea culpa, mea máxima culpa</em>.</span></p>
<p><span style="display: block; padding-left: 50px;"><strong>Ps.3: </strong>Recomendo assistir à palestra de <a title="Quem é Ken Robinson?" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ken_Robinson_(British_author)">Ken Robinson</a> no <strong>TED Talks</strong> sobre educação, especialmente a estória sobre sua amiga <a title="Quem é Gillian Lynne?" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gillian_Lynne">Gillian Lynne</a>. Vi no <a title="A Educação faliu, viva a Educação!" href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-03-01_2009-03-15.html#2009_03-04_02_16_05-5886357-0">Blog do Tas</a>.<br />
</span></p>
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          <!-- boo-widget end --><p><h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2011/beleza-real/' rel='bookmark' title='Beleza Real'>Beleza Real</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2011/para-entender-as-midias-sociais-sera-lancado-gratuitamente-na-web/' rel='bookmark' title='Para Entender as Mídias Sociais será lançado gratuitamente na web'>Para Entender as Mídias Sociais será lançado gratuitamente na web</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-outra-coraline/' rel='bookmark' title='A Outra Coraline'>A Outra Coraline</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Outra Coraline</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 02:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kuca Moraes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando se trata da adaptação de obras literárias para o cinema, principalmente entre os fãs, rola uma certa tensão: será o filme fiel ao texto? Melhor ler o livro antes de assistir o filme? Enfim, será que vai prestar? Projetos deste tipo com frequência geram uma cisão entre fãs do livro e fãs do filme. As melhores adaptações de todos os tempos, IMHO, foram realizadas pelo mestre Stanley Kubrick &#8211; são simplesmente impecáveis. Peter Jackson também fez um incrível e, &#8230;<p><a class="readmore_link" href="http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-outra-coraline/">5 respostas para <span>"A Outra Coraline"</span></a></p>
<h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-voz-em-mim/' rel='bookmark' title='A Voz em Mim'>A Voz em Mim</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/plano-de-fundo/' rel='bookmark' title='Plano de Fundo'>Plano de Fundo</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2010/literatura-em-quadrinhos/' rel='bookmark' title='Literatura em Quadrinhos'>Literatura em Quadrinhos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se trata da adaptação de obras literárias para o cinema, principalmente entre os fãs, rola uma certa tensão: será o filme fiel ao texto? Melhor ler o livro antes de assistir o filme? Enfim, será que vai prestar? Projetos deste tipo com frequência geram uma cisão entre <strong>fãs do livro</strong> e <strong>fãs do filme</strong>.</p>
<p>As melhores adaptações de todos os tempos, IMHO, foram realizadas pelo mestre <strong>Stanley Kubrick</strong> &#8211; são simplesmente impecáveis. <strong>Peter Jackson</strong> também fez um incrível e, até agora, insuperável trabalho no gênero de fantasia medieval com a trilogia do Anel.</p>
<p>Confesso que normalmente eu fico do lado dos fãs xiitas que ficam embirrados quando o roteiro adaptado traz muitas, sabe, <em>adaptações</em>. Porém, devemos admitir a natureza díspar das linguagens cinematográfica e literária.</p>
<p><strong><a href="http://www.kucamoraes.com.br/wp-content/uploads/2011/04/coraline.jpg"><img class="size-full wp-image-926 alignleft" title="Coraline" src="http://www.kucamoraes.com.br/wp-content/uploads/2011/04/coraline.jpg" alt="Coraline" width="160" height="210" /></a>Henry Selick</strong> tomou algumas liberdades narrativas com a adaptação de <strong>Coraline,</strong> expandindo o conto de Neil Gaiman, inclusive, com a introdução de um novo personagem &#8211; o que é perfeitamente justíficável quando se pensa na dinâmica da narrativa no cinema versus na literatura.</p>
<p>Explico me: a Coraline do livro é mais intimista. De férias, seus pais não dispõem de muito tempo para lhe devotar, portanto a menina usa somente a própria criatividade para se divertir. Em suas solitárias e introspectivas explorações, acaba descobrindo um <em>Outro </em>mundo.</p>
<p>Na animação, fica mais interessante a interação dela com outro personagem que apresentar todos os seus <em>insights</em> em monólogos. Além, disso o filme tem alguns incrementos visuais, como o jardim no formato do rosto de Coraline, o trator louva-deus e a cena da teia.</p>
<p>Os detalhes sobre a produção e a campanha de divulgação já foram esmiuçados pela equipe do <a title="Omelete - Especial Coraline" href="http://www.omelete.com.br/cine/100017852/ESPECIAL_Coraline_e_o_Mundo_Secreto.aspx">Omelete</a> e pelo <a title="Brainstorm#9" href="http://www.brainstorm9.com.br/2009/02/09/as-50-caixas-de-coraline/">Merigo</a>, respectivamente. Não tive a oportunidade de assistir a versão 3D, mas devido a praticamente todos os elementos em cena terem sido manufaturados, a animação apresenta texturas de um realismo surpreendente. A técnica do stop-motion é empregada aqui com maestria, os movimentos são muito fluidos, mas ainda remetem às antigas animações russas e despertam um sentimento especialmente nostálgico naqueles que, como eu, passaram a infância assistindo <strong>Pingu</strong> na TV Cultura.</p>
<p>A trilha sonora de Bruno Coulais com o Coro de Crianças de Nice e a Orquestra Sinfônica de Budapeste é bastante envolvente e nos acolhe dentro do universo criado por Gaiman.</p>
<p>Enfim, são abordagens sutilmente distintas da mesma estória que provocam os mesmos sentimentos e nos transportam para o mesmo universo. É preciso vivenciar ambas para ser capaz de observar o valor de cada uma delas.</p>
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          <!-- boo-widget end --><p><h2><strong>Falando nisso:</strong></h2><ol>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/a-voz-em-mim/' rel='bookmark' title='A Voz em Mim'>A Voz em Mim</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2009/plano-de-fundo/' rel='bookmark' title='Plano de Fundo'>Plano de Fundo</a></li>
<li><a href='http://www.kucamoraes.com.br/2010/literatura-em-quadrinhos/' rel='bookmark' title='Literatura em Quadrinhos'>Literatura em Quadrinhos</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Quer um café?</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 04:10:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kuca Moraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escuro como a noite, aquece nossos corações todas as manhãs; se o arrebatamos apressadamente, na ânsia de o desfrutarmos, pode nos ferir; e se aguardamos demais para aproveitá-lo, esfria e perde o sabor; pode ser forte, intenso e ainda adocicado. Mas há quem o trague amargo. O café é metonímico em No Gosto Doce e Amargo das Coisas de que Somos Feitos. Incorpora as vivências das personagens que nos são apresentadas. Três atrizes mascaradas recebem o público, cumprimentando-o e desejando &#8230;<p><a class="readmore_link" href="http://www.kucamoraes.com.br/2008/quer-um-cafe/">2 respostas para <span>"Quer um café?"</span></a></p>
<h2><strong>Sem posts relacionados.</strong></h2>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escuro como a noite, aquece nossos corações todas as manhãs; se o arrebatamos apressadamente, na ânsia de o desfrutarmos, pode nos ferir; e se aguardamos demais para aproveitá-lo, esfria e perde o sabor; pode ser forte, intenso e ainda adocicado. Mas há quem o trague amargo.</p>
<p>O café é metonímico em <em><strong>No Gosto Doce e Amargo das Coisas de que Somos Feitos</strong></em>. Incorpora as vivências das personagens que nos são apresentadas.</p>
<p>Três atrizes mascaradas recebem o público, cumprimentando-o e desejando boas vindas. No entanto, a medida que a trama se desenvolve e as máscaras caem, é possível delinear apenas duas personagens: uma representada por Bruno Moser, o único ator em cena, a outra interpretada por suas companheiras de cenário, Ligia Prieto, Luciana Kreutzer e Aline Duenha.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/kucamoraes/3049804397/"><img class="aligncenter" title="No gosto doce e amargo das coisas de que somos feitos por Kuca Moraes, no Flickr" src="http://farm4.static.flickr.com/3192/3049804397_d0500e5d9a.jpg" alt="Ligia Prieto em No gosto doce e amargo das coisas de que somos feitos" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Cada uma delas nos mostra vislumbres de determinada época da vida da personagem: uma jovem alegre e sonhadora – quer ser atriz no Rio de Janeiro – que apesar de ter um objetivo em mente, personifica o <em>carpe diem</em> estereotípico da juventude; uma mulher forte, misteriosa, aparentemente segura de si, que conseguiu aquilo que queria e agora precisa lidar com a vaga frustração de quem concluiu uma etapa sem saber qual seria a próxima; e uma mulher abatida, nostálgica, fragilizada e talvez arrependida.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/kucamoraes/3050653852/"><img class="aligncenter" title="No gosto doce e amargo das coisas de que somos feitos por Kuca Moraes, no Flickr" src="http://farm4.static.flickr.com/3138/3050653852_3e12fbdd2d.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>E as três interagem mutuamente, mesclam-se e trocam de papeis, dependendo em que ponto do cenário se localizam ou se estão usando uma peça do figurino que partilham. Assim vão desenhando sua personagem de forma não linear, nos revelando aos poucos as convergências em sua personalidade a partir de três momentos de vida diferentes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/kucamoraes/2755916751/"><img class="aligncenter" title="No gosto doce e amargo das coisas de que somos feitos por Kuca Moraes, no Flickr" src="http://farm4.static.flickr.com/3119/2755916751_4ea0d8a3b8.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O espetáculo não é encenado em um palco, mas no espaço delimitado pelas arquibancadas em que se acomodam os espectadores – que, apesar de estarem à margem do cenário, são completamente envolvidos pelo ato. Tanto devido à iluminação intimista, quanto pela interação com as personagens – os atores induzem a platéia a responder suas perguntas, oferecem-lhe café, sussurram-lhe aos ouvidos.</p>
<p>Livremente baseado na obra de Clarisse Lispector, <em><strong>No Gosto Doce e Amargo&#8230;</strong></em> é um mergulho profundo na psicologia feminina, pleno de simbolismos e significado. E não é à toa que o espetáculo – dirigido por Nill Amaral – vem esgotando bilheterias em todas as suas apresentações.</p>
<p>Assistí-lo é uma experiência ímpar.</p>
<p><span style="display: block; padding-left: 50px;"><strong>Obs: </strong>texto originalmente publicado no <a title="Fazeroquê" href="http://www.fazeroque.com.br/">Fazeroquê</a>, logo após a temporada de apresentação do espetáculo no <strong>II Festcamp</strong> &#8211; Festival de Teatro de Campo Grande &#8211; encenado no Armazém Cultural.</span></p>
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          <!-- boo-widget end --><p><h2><strong>Sem posts relacionados.</strong></h2></p>]]></content:encoded>
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