Política Online 11mar10Tuitar
Ano eleitoral sempre é mais movimentado – não obstante o fato de que as eleições sempre coincidem com a Copa do Mundo de Futebol ou as Olimpíadas
, assunto pra outro post – porque a campanha sempre proporciona uma vastidão de oportunidades de trabalho, principalmente na área da comunicação.
Como comunicação ultrapassada é receita de insucesso, e com a nova lei eleitoral autorizando a utilização de ferramentas online em campanha, neste ano a novidade é estar nas Mídias Sociais. Por isso, cresce cada vez mais a população de candidatos na tuitosfera.

Martha Gabriel palestra no Sebrae
De acordo com Martha Gabriel, que ministrou o seminário Redes Sociais para Campanhas Políticas no último final de semana, aqueles que começam a usar social media para sua campanha política estão no caminho certo. Porém, os que começarem a usar com o foco na campanha eleitoral estão atrasados.
Isto se deve justamente porque o marketing em Mídias Sociais é essencialmente relacionamento, que leva tempo para se estabelescer. E quando se quer conquistar o eleitor para um relacionamento de no mínimo quatro anos, não dá pra pensar apenas em um one night stand na data da eleição e nem ligar no(s) dia(s) seguinte(s).
Dessa forma, assim como em qualquer relacionamento, alguns cuidados devem ser tomados para assegurar sua durabilidade:
1. Estar presente
Base das relações. Uma boa Presença Online é requisito mínimo para se trabalhar com marketing digital. Um bom Site ou Blog é essencial, além de ter perfil nas redes sociais em que se pretende atuar.
2. Participar
Observar por um tempo é bom, ainda mais para usuários inexperientes, para se aprender como funciona a dinâmica do ambiente. Mas a falta de participação vai tornar a Presença tão notável quanto um abajur. Publicar conteúdo de relevância, mesclar-se aos usuários, usar todos os recursos disponíveis (imagens, vídeos, apresentações de slides) compartilhar, tudo que demonstre ter cultura de web e o identifique como parte da comunidade.
3. Diálogo
Uma falha muito comum dos que se aventuram a fazer política em redes sociais é tratá-las como palanque. Participe ativamente, mas lembre-se que mercados são conversações. Portando, converse, ouça e responda.
4. Dar Satisfação
Prestação de contas é algo fundamental na gestão pública. Nada melhor, então, que um canal direto onde exercer completa transparência. Que tal um Direito de Resposta ilimitado? Só não vale desperdiçar com aquelas desculpas dignas de “não é nada do que você está pensando”.
5. Não Dar Ouvido à Provocações
Tem situações em que, não importa o que se faça ou diga, um conflito não termina ou não se chega a nenhum acordo. Casos que devem ser preferivelmente evitados. É preciso ter maturidade suficiente para discernir aquilo que merece resposta do que não vale a pena.
Seguindo essas dicas, ainda é possível ser bem sucedido na Campanha. Ainda assim, o tempo urge. Praqueles que ainda não têm contato com Mídias Sociais, ou não têm nenhuma Presença Online, procurar um especialista é a melhor opção.

12 de março de 2010 às 13:53
Uma das principais funções que o Twitter tem para mim é a de poder acompanhar o que é feito pelos nossos representantes eleitos. Todo o seu post faz muito sentido e sinto-me como a prova viva de que campanha eleitoral via redes sociais me convenceram como eleitor.
Sigo o meu candidato a deputado estadual e, por meio do Twitter, posso saber o que ele anda fazendo, em que sentido votou, que causas defendeu etc. Pude perceber que meu voto na eleição passada foi muito bem realizado, porque meu candidato defende aquilo que eu também acredito. Votarei nele, sem dúvida, na próxima eleição.
Sem falar na candidatura para presidente, nesse ano. Aquele em que, provavelmente, votarei mostra um excelente domínio do Twitter e redes sociais, o que, sem dúvida, exerce um papel dominante nos critérios pelos quais escolher-lo-ei.
Quanto às experiências negativas, que você também cita no post, já as senti também. Por exemplo, já tentei entrar em contato com senadores, só para descobrir que alguns deles só utilizam o Twitter “como palanque”… deixei de segui-los, e perderam meu voto. Responder aos seguidores é crucial, mesmo quando isso é feito pela assessoria do candidato e não pessoalmente: o que importa é demonstrar seus pensamentos e corresponder a seus eleitores.
Enfim, excelente post, Lucas. Sem redes sociais nessa campanha, não dá. Espero que você seja muito procurado nesse ano, já que, cada vez mais, você se torna uma verdadeira autoridade no assunto.
Abraço!