Apesar das ótimas apresentações de Interney, Guilherme Valadares, Roberto Cassano e Gustavo Fortes, o que marcou o Social Media Brasil foi mesmo a wifi baleiada e a ausência de tomadas. Ao consultar o Blablabra.net durante o 1º dia de evento, verifiquei que o assunto mais comentado naquela tarde era #smbr – a tag oficialmente convencionada – #fail era o terceiro, atrás somente de #followfriday.
Tenho certeza que, para quem não pode comparecer ao evento e acompanhou a repercussão via Twitter, o Social Media Brasil não passou de um festival de jabá temperado com uma boa quantidade de falhas. Porém, teve muito o que se aproveitar no meio disso tudo, sim.
Começo destacando um slide na apresentação do Sr. Edney em que dois monstrinhos azuis se apresentavam como especialistas em social media – ao qual se deve o título deste post – um alerta misto de oportunidade e oportunismo.
1 – Edney Souza: Pólvora
- Comunicação + Tecnologia + Sociologia = Social Media
- 79% dos Brasileiros online estão no Orkut.
- Para fazer Seeding com aceitação é preciso antes conseguir permissão: criar um relacionamento com os líderes (donos de comunidades, moderadores), sem a benção deles, todos os tópicos serão deletados – ou pior.
2 – Guilherme Valadares: Papo de Homem
- Um dos maiores problemas das ações em social media é a ausência de referências palpáveis.
- Por isso é preciso criar uma cultura de mídias sociais nas agências. Como disse Guilherme, ‘o Social Media Agent não precisa ficar na cozinha, deve participar de todo o planejamento’.
- Road Map: Gerenciamento de Riscos, Presença Digital, Capital Social (engajamento), Social Proof (relevância), Timing, cronograma e conceito.
- ToolBox: $ x Relacionamento x Ideia.
- Mensurar: Engagement, Awareness e Conversões/Participações. O ideal é um acompanhamento semanal, apresentando não apenas gráficos, mas principalmente os motivos que possibilitaram tais resultados.
- ‘Se Conteúdo é Rei, a Rainha é a Conversão’.
3 – Painel de Usabilidade

- Tiago Luz apresentou um slide interessante ilustrando quantas aplicações foram criadas por causa do Twitter. Hoje, com certeza, existem muito mais serviços do que os mostrados na imagem acima.
- Rodrigo Teijeiro, o argentino do Sonico, mostra como o serviço foi planejado em cima de relevância e utilidade. Rede social não precisa virar carnaval como o Orkut, nem precisa ser tão limitada quanto o LinkedIn.
- Impressão que fica da apresentação de Teijeiro: ‘Ideias sozinhas não tem valor, é preciso executá-las’. O famoso vai lá e faz.
3.1 – Flickr
- O Flickr é o melhor único serviço do Yahoo que funciona. O engajamento da comunidade de usuários e todo o suporte que a plataforma oferece trabalham em sincronia, um exemplo de colaboratividade. Regate de técnicas (câmeras antigas, Pinhole, Polaroid, Lomo, tiras de teste), contar a estória da imagem e organizar rolês fotográficos são alguns hábitos que se tornaram populares entre os flickeiros.
- Mídias sociais permitem amplificar as relações humanas já existentes na internet, certo. O Flickr já conquistou o caminho inverso: a comunidade de usuários é uma das mais ativas offline, sempre promovendo encontros presenciais – o FlickrDay, por exemplo, foi inclusive absorvido oficialmente pelos desenvolvedores.
- O único porém: confirmadamente é muito complicado ter uma presença corporativa e promover ações no Flickr. Existem formatos muito específicos, como um grupo patrocinado – dava pra simplificar. Qualquer ponto fora da curva é descartado. Alguém lembra do caso da conta da Espalhe deletada? Não consegui encontrar a referência, mas quando abordaram este assunto, imaginei se não foi por isso que limaram os guerrilheiros de lá.
3.2 – Renato Shirakashi: Via6/Direct Labs
- 4 Erros (e possíveis soluções): 1º Expectativas irreais e desalinhadas, não tente ser um novo Orkut (SEO e diferenciais-chave como potencializadores de crescimento exponencial); 2º Estrutura tecnológica inadequada (simplicidade e foco em grupos menores, não é necessário disponibilizar um monte de recursos pra atender todo mundo – se a ferramenta for boa e as aplicações necessárias, a comunidade as irá desenvolver, vide Twitter); 3º Complexidade e falta de foco (usabilidade intuitiva, não faça o usuário pensar); 4º Campanha x Redes Sociais (cultive relacionamentos, anúncios são pra outdoors, classificados, etc).
4 – Roberto Cassano: Frog
- O graal das mídias sociais é autopropagar evitando a compra de mídia sempre que possível, mas…
- Todo boca-a-boca é um movimento, e todo movimento demanda energia. Infelizmente a web não é um moto perpétuo.
- Fluxo da energia na internet: entender > incorporar > replicar a mensagem.
- A usabilidade é a chave para não desperdiçar energia.
5 – Ian Black: Wunderman
- IMHO, a apresentação do Ian não teve muitas novidades. A galera gostou bastante do case da @dona_lu, funcionária da Wunderman que ganhou um perfil fake e acabou personificando sua contraparte online.
- Entretanto, o que marcou mesmo foi o bafão MENTIRA! Ao comentar a ação para o festival Claro que é Rock, sobre como supostamente o público escolheu as bandas participantes e o local onde seriam os shows, a @sarahsioli – que afirmou participar do projeto – soltou seu brado do meio do auditório e, mais tarde, foi convidada a desmentir o enunciado no palco do Teatro Gazeta. Confira o argumento dela abaixo.
- FAIL no estilo voceescolhe.com.br da Azul.
6 – Gustavo Fortes: Espalhe
Apesar da inquietação generalizada dos participantes em relação a jabá – que, em muitas vezes, não tinha fundamento – a apresentação dos cases da Espalhe foi muito produtiva, embora apenas reafirmasse a supremacia de uma boa ideia sobre qualquer outra etapa do planejamento. O Idearator e a bolsa de brindes são algumas soluções brilhantes que conseguiram furar o filtro anti-jabá do público do SMBr.
- Comunicação ruim tem de gastar muito pra acontecer, mas se é boa a coisa fica barata.
- ’80 pra produzir, 20 pra divulgar’, não o contrário.
- Pra espalhar tem que fazer do zero, não adianta vir com conteúdo pronto e pedir pra fazer um viralzinho.
- Quem espalha de verdade são as midias de massa e a massa propriamente dita, não as mídias sociais. A ideia parte de nichos menores, porém. Conceber e ambientar esta ideia é o trabalho do profissional de Social Media, do guerrilheiro.
- A frase mais marcante da apresentação: ‘O cara que aposta sua campanha em site em flash, que demora 3 meses pra ser feito e 4 pra carregar’, ao elogiar a praticidade do WordPress.
Ps.: O post ficou gigantesto, e estas são anotações referentes apenas ao 1º dia de Social Media Brasil. Ainda pretendo incluir algumas imagens e comentar outros assuntos – como o #twitterdepapel, por exemplo. Portanto, conto com a opinião de vocês pra saber se as acrescento aqui mesmo, junto com as observações sobre o 2º dia, ou e preferem que publique separadamente para não alongar ainda mais este texto.






Mandou bem pacas!!
É, teve um peso muito grande do público em dizer que foi Jabá, mas teve muitos cases bacanas e pelo menos eu tive ideias para caramba!!!
2009 é o ano das mídias sociais!!
Oi!
Publica separado. =)
Publica separado…
Gostei muito da parte do flicker. Mto interessante. Qto ao resto, sou completo leigo, mas foi legal saber. Abraço!
A cada dia encontramos mais um blog com conteúdo interessante. Parabéns pelo resumo do evento!
Meu foco é SEO e Joomla!, quando puder visita o site da Konfide! Quero ampliar os contatos de pessoas que estudam Social Media.
Ah! Gostei do case Dona Lu do Ian Black, ótimo para mostrar que a utilidade do Twitter depende de cada usuário.