Eu Também Sou Especialista em Social Media 08jun09
Apesar das ótimas apresentações de Interney, Guilherme Valadares, Roberto Cassano e Gustavo Fortes, o que marcou o Social Media Brasil foi mesmo a wifi baleiada e a ausência de tomadas. Ao consultar o Blablabra.net durante o 1º dia de evento, verifiquei que o assunto mais comentado naquela tarde era #smbr – a tag oficialmente convencionada – #fail era o terceiro, atrás somente de #followfriday.
Tenho certeza que, para quem não pode comparecer ao evento e acompanhou a repercussão via Twitter, o Social Media Brasil não passou de um festival de jabá temperado com uma boa quantidade de falhas. Porém, teve muito o que se aproveitar no meio disso tudo, sim.
Começo destacando um slide na apresentação do Sr. Edney em que dois monstrinhos azuis se apresentavam como especialistas em social media – ao qual se deve o título deste post – um alerta misto de oportunidade e oportunismo.
1 – Edney Souza: Pólvora
- Comunicação + Tecnologia + Sociologia = Social Media
- 79% dos Brasileiros online estão no Orkut.
- Para fazer Seeding com aceitação é preciso antes conseguir permissão: criar um relacionamento com os líderes (donos de comunidades, moderadores), sem a benção deles, todos os tópicos serão deletados – ou pior.
2 – Guilherme Valadares: Papo de Homem
- Um dos maiores problemas das ações em social media é a ausência de referências palpáveis.
- Por isso é preciso criar uma cultura de mídias sociais nas agências. Como disse Guilherme, ‘o Social Media Agent não precisa ficar na cozinha, deve participar de todo o planejamento’.
- Road Map: Gerenciamento de Riscos, Presença Digital, Capital Social (engajamento), Social Proof (relevância), Timing, cronograma e conceito.
- ToolBox: $ x Relacionamento x Ideia.
- Mensurar: Engagement, Awareness e Conversões/Participações. O ideal é um acompanhamento semanal, apresentando não apenas gráficos, mas principalmente os motivos que possibilitaram tais resultados.
- ‘Se Conteúdo é Rei, a Rainha é a Conversão’.
3 – Painel de Usabilidade

- Tiago Luz apresentou um slide interessante ilustrando quantas aplicações foram criadas por causa do Twitter. Hoje, com certeza, existem muito mais serviços do que os mostrados na imagem acima.
- Rodrigo Teijeiro, o argentino do Sonico, mostra como o serviço foi planejado em cima de relevância e utilidade. Rede social não precisa virar carnaval como o Orkut, nem precisa ser tão limitada quanto o LinkedIn.
- Impressão que fica da apresentação de Teijeiro: ‘Ideias sozinhas não tem valor, é preciso executá-las’. O famoso vai lá e faz.
3.1 – Flickr
- O Flickr é o melhor único serviço do Yahoo que funciona. O engajamento da comunidade de usuários e todo o suporte que a plataforma oferece trabalham em sincronia, um exemplo de colaboratividade. Regate de técnicas (câmeras antigas, Pinhole, Polaroid, Lomo, tiras de teste), contar a estória da imagem e organizar rolês fotográficos são alguns hábitos que se tornaram populares entre os flickeiros.
- Mídias sociais permitem amplificar as relações humanas já existentes na internet, certo. O Flickr já conquistou o caminho inverso: a comunidade de usuários é uma das mais ativas offline, sempre promovendo encontros presenciais – o FlickrDay, por exemplo, foi inclusive absorvido oficialmente pelos desenvolvedores.
- O único porém: confirmadamente é muito complicado ter uma presença corporativa e promover ações no Flickr. Existem formatos muito específicos, como um grupo patrocinado – dava pra simplificar. Qualquer ponto fora da curva é descartado. Alguém lembra do caso da conta da Espalhe deletada? Não consegui encontrar a referência, mas quando abordaram este assunto, imaginei se não foi por isso que limaram os guerrilheiros de lá.
3.2 – Renato Shirakashi: Via6/Direct Labs
- 4 Erros (e possíveis soluções): 1º Expectativas irreais e desalinhadas, não tente ser um novo Orkut (SEO e diferenciais-chave como potencializadores de crescimento exponencial); 2º Estrutura tecnológica inadequada (simplicidade e foco em grupos menores, não é necessário disponibilizar um monte de recursos pra atender todo mundo – se a ferramenta for boa e as aplicações necessárias, a comunidade as irá desenvolver, vide Twitter); 3º Complexidade e falta de foco (usabilidade intuitiva, não faça o usuário pensar); 4º Campanha x Redes Sociais (cultive relacionamentos, anúncios são pra outdoors, classificados, etc).
4 – Roberto Cassano: Frog
- O graal das mídias sociais é autopropagar evitando a compra de mídia sempre que possível, mas…
- Todo boca-a-boca é um movimento, e todo movimento demanda energia. Infelizmente a web não é um moto perpétuo.
- Fluxo da energia na internet: entender > incorporar > replicar a mensagem.
- A usabilidade é a chave para não desperdiçar energia.
5 – Ian Black: Wunderman
- IMHO, a apresentação do Ian não teve muitas novidades. A galera gostou bastante do case da @dona_lu, funcionária da Wunderman que ganhou um perfil fake e acabou personificando sua contraparte online.
- Entretanto, o que marcou mesmo foi o bafão MENTIRA! Ao comentar a ação para o festival Claro que é Rock, sobre como supostamente o público escolheu as bandas participantes e o local onde seriam os shows, a @sarahsioli – que afirmou participar do projeto – soltou seu brado do meio do auditório e, mais tarde, foi convidada a desmentir o enunciado no palco do Teatro Gazeta. Confira o argumento dela abaixo.
- FAIL no estilo voceescolhe.com.br da Azul.
6 – Gustavo Fortes: Espalhe
Apesar da inquietação generalizada dos participantes em relação a jabá – que, em muitas vezes, não tinha fundamento – a apresentação dos cases da Espalhe foi muito produtiva, embora apenas reafirmasse a supremacia de uma boa ideia sobre qualquer outra etapa do planejamento. O Idearator e a bolsa de brindes são algumas soluções brilhantes que conseguiram furar o filtro anti-jabá do público do SMBr.
- Comunicação ruim tem de gastar muito pra acontecer, mas se é boa a coisa fica barata.
- ’80 pra produzir, 20 pra divulgar’, não o contrário.
- Pra espalhar tem que fazer do zero, não adianta vir com conteúdo pronto e pedir pra fazer um viralzinho.
- Quem espalha de verdade são as midias de massa e a massa propriamente dita, não as mídias sociais. A ideia parte de nichos menores, porém. Conceber e ambientar esta ideia é o trabalho do profissional de Social Media, do guerrilheiro.
- A frase mais marcante da apresentação: ‘O cara que aposta sua campanha em site em flash, que demora 3 meses pra ser feito e 4 pra carregar’, ao elogiar a praticidade do WordPress.
Ps.: O post ficou gigantesto, e estas são anotações referentes apenas ao 1º dia de Social Media Brasil. Ainda pretendo incluir algumas imagens e comentar outros assuntos – como o #twitterdepapel, por exemplo. Portanto, conto com a opinião de vocês pra saber se as acrescento aqui mesmo, junto com as observações sobre o 2º dia, ou e preferem que publique separadamente para não alongar ainda mais este texto.







8 de junho de 2009 às 18:54
Mandou bem pacas!!
É, teve um peso muito grande do público em dizer que foi Jabá, mas teve muitos cases bacanas e pelo menos eu tive ideias para caramba!!!
2009 é o ano das mídias sociais!!
8 de junho de 2009 às 18:58
Oi!
Publica separado. =)
9 de junho de 2009 às 0:26
Publica separado…
Gostei muito da parte do flicker. Mto interessante. Qto ao resto, sou completo leigo, mas foi legal saber. Abraço!
4 de outubro de 2009 às 0:51
A cada dia encontramos mais um blog com conteúdo interessante. Parabéns pelo resumo do evento!
Meu foco é SEO e Joomla!, quando puder visita o site da Konfide! Quero ampliar os contatos de pessoas que estudam Social Media.
Ah! Gostei do case Dona Lu do Ian Black, ótimo para mostrar que a utilidade do Twitter depende de cada usuário.