Social Media e a Identidade Profissional no Início do Século 09fev09

Por Kuca MoraesArtigo

Todo estudante já encarou o mercado de trabalho ao menos uma vez na sua recém-deflorada jornada profissional, seja enfrentando um complexo processo seletivo em uma grande empresa, seja em uma simples – porém aterrorizante – entrevista de emprego. Na minha curta trajetória, desenvolvi uma antipatia com tal abordagem.

Concluí minha graduação no final de 2007. Já não estava lá muito satisfeito com ela, mas mesmo assim – pouco antes de me formar – iniciei um estágio em uma pequena agência como diretor de arte. Fiquei com eles por quatro meses. Foi legal, aprendi algumas coisas, entretanto a experiência mais me serviu de alerta que como aprimoramento curricular: talvez não fosse aquela carreira em que eu deveria investir.

Ainda assim, uma semana antes da minha formatura, consegui ser aceito em uma assessoria de imprensa para o mesmo cargo. Foi um inferno. Apenas quize dias depois decidi definitivamente que preferia o desemprego empreender a perder anos da minha juventude tentando construir uma carreira em um ambiente absolutamente infértil para esta demanda. Mas a questão é que em nenhuma das duas vezes eu consegui um contrato distribuindo aleatoriamente uma folha de papel com meu nome, a universidade em que eu estudava e meia dúzia de contatos telefônicos.

Sinceramente, um CV não diz nada sobre alguém. Como é que se pode confiar em uma ferramenta tão arcaica para definir profissionalmente uma pessoa? Em muitas áreas – principalmente na comunicação – entregar apenas um curriculum não é o suficiente, é preciso apresentar alguns cases ou um portfolio, material que não só demonstre a sua bagagem profissional, antes disso, que ilustre o seu potencial.

Ok, trata-se de uma empresa enorme que recebe uma resma de aspirantes a uma vaga e tem necessidade das informações sobre o histórico do aplicante de forma resumida? Porque não usar o LinkedIn, uma plataforma organizada justamente com essa função? Os empregadores se espantariam em experienciar como o social networking pode facilitar o processo: acesso a profissionais de todo o território nacional ou qualquer um no mundo, seus contatos em comum, links para cases e portfolios, opiniões de colegas, clientes e ex-empregadores – tudo integrado e online – basta preencherem-se cadastros em um serviço gratuito.

E se você, como eu, é recém-formado e ainda não sabe como começar a trabalhar o próprio marketing pessoal, vale a pena investir esforços em social media e networking online. Afinal bons relacionamentos são sempre positivamente construtivos.

E é exatamente sobre isso que esse blog se trata: pocurar demonstar, mesmo que em um vislumbre, minha bagagem cultural e intelectual e, por extensão, meu potencial profissional.

That’s it, primeiro post, que nem primeiro é.  But who cares?

4 Comentários →

  1. É isso ae, Kuca! Sou novo nessas de blog, mas seu post dá ótimas argumentos para eu justificar a abertura do meu. Avante nessa vida de “social media”! Abraço.

  2. Obrigado Joca! ;]
    Precisando de ajuda, pode contar comigo.

    Grande abraço.

  3. Boa!!
    Go social media!

  4. [...] áreas de comunicação e artes, como eu falei no meu primeiro post, não se sai batendo de empresa em empresa com um pedaço de papel e uma 3×4 na mão, além do [...]

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