Eu Adoro o Cheiro de Penas pela Manhã 08abr09

Por Kuca MoraesArtigo, Evento

No último sábado, Campo Grande também foi palco da Guerra Mundial de Travesseiros – ou, para quem está por dentro, fomos uma das 26 cidades brasileiras que cediaram o flash mob Pillow Fight.

Antes de falar especificamente desta ação, vamos traçar um brevíssimo histórico: flash mobs derivam da arte performática, mas se assemelham mais aos happenings por envolver o público presente em muitas das vezes e difere de ambos por ser organizado e divulgado exclusivamente através da internet. O primeiro deles foi organizado em 2003, em Manhatan. Porém, os flash mobs tornaram-se uma marca de expressão artística social em grandes cidades ao redor do mundo, alguns acontecendo simultaneamente em diversos países – idealizados por pessoas criativas, como as que colocaram dançarinos em uma estação de trem londrina, e protagonizada por gente comum, como eu e você.

A Pillow Fight é um deles. Este ano participaram mais de 100 cidades em cinco continentes. E – muitos podem questionar – qual o propósito de um punhado de gente se atracando com travesseiros em um local público? Nenhum.

No entanto, demonstra o quão dispostas as pessoas estão em se engajar em torno de qualquer causa ou ideia. Não apenas como massa de manobra, veja bem, antes disso cada indivíduo participante deve ser considerado como componente de um propósito maior, completo, inteiro – cada um é um produtor ativo de conteúdo em potencial. Como diriam os personagens do Doctorow, ‘totalmente Bitchun’.

Guerrilheiros atentos perceberiam que tal potencial poderia ser direcionado. Entretanto, grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Por isso, vamos manter a epifania apenas para uso com guerrilha-arte, guerrilha-raiz, guerrilha-moleque – pra não desperdiçar o conceito com causas que não valham a pena, nem uma única pena de travesseiro.

Ps.1: Segundo os organizadores da Pillow Fight, seu objetivo é (em uma porca tradução efetuada por mim)

fazer com que esses acontecimentos únicos em espaços públicos se tornem parte significante da cultura popular, parcialmente substituindo experiências de consumo patrocinadas, passivas e não-sociais como assistir televisão [...]. O resultado, esperamos, será uma comunidade global de participantes, não consumidores.

Legal né?

Ps.2: A foto é da Kaká Medeiros e o vídeo é cortesia da galera do Vaca Azul, eternos parceiros.

Falando nisso:

  1. Somos Coniventes com a Violência

4 Comentários →

  1. Putz ficou muito loko o videozinho! Participar de flash mobs não é meu estilo, mas algumas são realmente legais!

  2. Caraaaa!! Vou enumerar meus comentários:

    1) Por que raios vc não avisou disso ANTES de acontecer?? Achei animal!
    2) Cara, o primeiro vídeo do negócio na estação londrina, simplesmente excelente! Aquilo é arte pura! Flash mobs, pelo que vi, são simplesmente isso pra mim: arte. Na verdade, há algumas coisas que se autointitulam “expressões artísticas” que são menos artísticas que aquilo.
    3) A abertura do segundo vídeo foi excelente! Meio Tarantino e tal… mto bom!
    4) Enfim, excelente post!

    Abraço!

    @kucamoraes: Poutz, cara nunca imaginei que flash mob fosse o estilo de vocês! Passamos uns 15 dias antes do evento comentando no Twitter, se eu soubesse eu tinha arrastado vcs junto. Mas fica tranquilo que vão rolar outros, aí eu aviso com antecedência.

  3. Realmente muito bom o vídeo da vaca azul! Parabéns aos idealizadores, e vamo ae que ano q vem tem mais! :D

    Abraço e parabéns pelo blog, tá nota 10!

  4. Só uma coisa: PILLOW FIGHT É ANIMAL! e inesperado no meio de uma praça.
    E dois: o Danilo Gentili levou um c@&@# na versão lá de SP! hahahaha

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