Cuidado com o Hype 11jun09Tuitar
Dando continuidade aos comentários sobre o Social Media Brasil, compartilho as minhas anotações sobre o 2º dia de evento. O nível das apresentações subiu bastante, os palestrantes se adaptaram após observarem as manifestações do público via Twitter. Destaco as palestras do Dr. Boombust, do Roberto Aloureiro da Tecnisa – trazendo a visão do cliente em relação ao uso, muito bem sucedido aliás, de Social Media – de Marcelo Tripoli e os painéis sobre widgets e SEO. A conexão wifi continuava um lixo, como não poderia ser diferente no entanto, o público acaba criando alternativas para se expressar e protestar ao mesmo tempo.

Ainda rolaram as manifestações #CADEWIFI? e #twitterdepapel, mas o sms2blog salvou a liberdade de expressão de muita gente. Também em relação às tomadas, a galera rapidamente se mobilizou para se adaptar à infraestrutura oferecida – filtros de linha não faltaram.
Vamos às anotações:
1 – Wagner Fontoura – Riot/Boombust
Muita gente perdeu boa parte das palestras iniciais deste dia, pelo visto rolou um desejo coletivo de chegar apenas para o coffee break da manhã. Felizmente, os slides desta e da apresentação do Roberto da Tecnisa estão disponíveis online.
- Blog não é só opinião, também é informação.
- Web é ferramenta de inserção na rotina do consumidor.
- Triângulo: conteúdo, conectores e conversação.
- Monitoramento: quantitativo – visitas, views, posts, etc – e qualitativo – relevância dos autores de posts espontâneos, teor dos comentários.
- Resposta rápida! É preciso ser tão veloz quanto o público.
2 – Painel SEO
Não tenho muito o que comentar, uma vez que Otimização de Busca não é uma de minhas especialidades, ainda. Entretanto, aparentemente, o painel foi muito produtivo. Fábio Ricotta comentou dobre o Bing, um possível concorrente à altura do todo-poderoso Google. No final, Tiago Luz convidou alguns twitteiros para supostamente participar do debate, mas na verdade tentou ridicularizá-los publicamente – talvez para colocar em descrédito as reclamações sobre a falta de organização do evento. Fail. Não é desta forma que se reverte uma impressão negativa, e sim admitindo e resolvendo o problema.
3 – Painel Widgets
Quem quiser, pode conferir este painel em três partes aqui, aqui e aqui com uma qualidade de áudio bem legal.
- As pessoas instalam APPs basicamente por 2 motivos: para se expressar ou pela utilidade da aplicação.
- No Brasil, o primeiro motivo é abordado com mais frequência no desenvolvimento de aplicações sociais. E eu me pergunto, porque?
- O Facebook – que tem plataforma de desenvolvimento a muito mais tempo, é verdade – tem um volume grande de aplicações que não servem pra absolutamente nada. Entretanto, tem umas poucas que são utilíssimas.
- IMHO, as aplicações em Open Social são muito bugadas – mas pode ser só impressão.
4 – Marcelo Tripoli – iThink
- Se o usuário puder se livrar do banner, com certeza ele vai.
- Banner é comprado por profissionais de mídia acostumados a comprar TV.
- Social Media é um caminho, não um fim, pra amplificar um conceito baseado nos pilares serviço, entretenimento e conteúdo.
5 – Encerrameto
A apresentação de encerramento foi muito peculiar.
Juliano Motta, do UOL, repetiu dramaticamente a frase título deste post umas 8 vezes consecutivas, só pra ilustrar a bizarrice. Felizmente, o Sr. Edney estava lá pra nos salvar – convidado ao palco pelo Motta, conferia as mensagens postadas no Twitter o tempo todo pelo celular. E percebendo o teor dos comentários, Interney tentava administrar a situação e até sugeriu o encerramento efetivo daquela pantomima. Isto é Social Media.






15 de junho de 2009 às 0:59
“IMHO, as aplicações em Open Social são muito bugadas – mas pode ser só impressão” [2]!!
Mto interessante a interação imediata do público com as palestras por meio do twitter etc… É uma excelente referência futurística para outros tipos de encontros (como Congressos de Direito que frequento, que aos poucos vêm implementando ferramentas de Social Media)…
Mto bom!
@kucamoraes: Legal saber que o pessoal do Direito também está abraçando as mídias sociais. No SMBr o pessoal sentiu falta de um telão que mostrasse um monitoramento das mensagens sobre o evento no Twitter. Se houvesse, a interação dos palestrantes com o público seria com certeza otimizada – e, de quebra, quem não está presente no local poderia participar pela web.
16 de junho de 2009 às 21:47
É, só q só alguns muito pioneiros estão fazendo isso. Soube por causa de um blog que acompanho. Mas não foi num Congresso a que assisti… Ainda não está generalizado, mas acredito que aos poucos (bem aos poucos, ainda mais nessa área, que as pessoas são bem conservadoras), isso será implantado.