A Gênese de uma Rede Social 11fev09
Desde o começo do ano está aberta ao público uma interessantíssima rede social, o Skoob. A ideia não é novidade, consiste numa ferramenta para organizar listas de leitura e funciona exatamente como o Shelfari ou o Living Social – quem quiser mais detalhes leia aqui – a vantagem reside em ser totalmente desenvolvida no Brasil, voltada para o público nacional.
Sempre que toca no assunto literário, não demora a surgir o comentário infame de que Buenos Aires tem mais livrarias que nosso país inteiro. Auto lá, camará! Segundo reportagem publicada dia 11/02/2006 no jornal O Globo – que vergonhosamente não libera o seu arquivo online a todos, me impedindo de linkar diretamente à matéria – a capital argentina teria em torno de 400 livrarias, enquanto a Mãe Gentil abrigaria 1800. Ainda assim, a proporção é ridícula.
Porém, no que depender dos usuários do Skoob o quadro pode vir a mudar algum dia. Desde que está operando o número de cadastrados no serviço cresceu 3000%, no momento conta com mais de 9 mil usuários ativos em pouco mais de um mês de existência – de acordo com Lindenberg Moreira, um dos responsáveis pela plataforma.

Por ser uma rede nacional, as pessoas participam mais ativamente da comunidade, cadastrando novos títulos, avaliando e resenhando os livros em suas estantes. Uma usuária de Mato Grosso do Sul já leu 175.752 páginas em 648 livros dentre os mais de 13.700 volumes cadatrados pelos próprios usuários (dos quais pretende ler ainda outros 166), o que a torna a maior leitora do Skoob. Outra curiosidade é que entre os 10 mais assíduos leitores cadastrados, todos com mais de 500 livros em suas estantes, vemos um único homem.
O mais interessante, no entanto, é como os desenvolvedores vêm lidando com a expectativa de seu público. Implementações recentes, como o paginômetro e o nível de compatibilidade entre leitores, foram sugestões de usuários na comunidade do Orkut. Além disso, repondem dúvidas quase que imediatamente através do Twitter. Bacana, né?
Desde que a Baunilha deu a dica no Sedentário, na minha condição de bookworm, já me tornei heavy user resenhando, avaliando e cadastrando livros, atualizando sempre o meu histórico de leitura e até deixando algumas sugestões de melhorias – como por exemplo um link compilando todas as resenhas escritas pelo usuário, a possibilidade de buscar usuários pela localização e claro, feeds e widgets. Agora, basta aproveitar enquanto a equipe prepara a próxima atualização da plataforma.
Fique a vontade para visitar minha estante e, se gostar, aproveite para se cadastrar.

12 de fevereiro de 2009 às 12:16
Já escutei falar bastante do Skoob, achei a idéia fantástica, pois, além de saber o que seus amigos estão lendo, é ótimo compartilhar idéias e, porque não, até mesmo sentimentos?!?! Ainda por cima, ajuda a conhecer novos títulos e pessoas com gostos semelhantes, ou não. E, é claro, aumenta a curiosidade de conhecer “novos horizontes”.
13 de fevereiro de 2009 às 0:29
Vc é meu parente né colega?
De onde veio o seu Moraes pelo amor de Santo Expedito?
@kucamoraes: Quem sabe né, Jana? O meu veio da familia da minha mãe, que é do Rio. Mas veio ao Brasil de Portugal, mais especificamente de Vila Nova de Paiva. Eu comecei a montar uma árvore genealógica que está um tanto incompleta, porém, se te interessar, envio um link.
13 de fevereiro de 2009 às 0:47
Informações interessantíssimas, Kuca! Já sou usuário do Skoob e a rede tem muito a crescer, o que parece cada dia mais inevitável.
Faltou mencionar as paqueras que você consegue através de simples visitas recíproca de estantes, né?!
Abraço!
@kucamoraes: Pô, Joca, essas informações são confidenciais! hahaha BTW, obrigado pelo toque. Passou batido na revisão. Abraço.
18 de março de 2009 às 11:39
[...] que publiquei o artigo sobre o Skoob, estava com a intenção de escrever sobre outras redes sociais que eu considero boas ideias. A [...]
6 de julho de 2009 às 18:10
[...] eu viajo 900 km para encontrar minha própria online sweetheart. Nos conhecemos por causa do Skoob. Teclamos bastante, trocamos SMS, telefonemas, cartas perfumadas e presentes, conversamos em [...]